sábado, 27 de julho de 2013

Por que Jesus Cristo foi tão impopular?

Por que Jesus Cristo foi tão impopular? Será pelo fato de dizer a verdade? 

Os seus contemporâneos afirmavam que duro era o seu discurso. Como consequência ele foi rejeitado, maltratado e humilhado - deram-lhe uma cruz, e optaram por um marginal chamado Barrabás!

Algo completamente diferente daquele que se diz o representante de Deus na terra e chefe da igreja. Ovacionado, aplaudido, querido, desejado, amado pelas multidões e - pasmem - o queridinho da globo. Diferença radical quando comparado com Aquele que foi levado para o matadouro tal qual ovelha muda perante os seus tosquiadores. O mundo reverencia e venera o Papa Francisco porque o seu discuso não o desafia, não o coloca na parede e não exige uma mudança de mente e de coação. Pergunto-lhes: Onde está o discurso em favor da família tradicional? E a questão do aborto? O que ele disse sobre o homossexualismo e pedofilia? Diante da juventude o que ele transmitiu sobre a castidade, divórcio e novo casamento?

Ora, usurpar o lugar de Jesus colocando-se como representante de Deus na terra não é lá tão difícil; Posicionar-se com simplicidade e singela assumindo a natureza de anjo de luz é absolutamente possível; agora, falar e agir como CRISTO É IMPOSSÍVEL. Aliás, se ele assim procedesse o seu caminho natural seria - não um trono, NEM AS CÂMARAS - mas, uma rude cruz!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A FORMAÇÃO DO PASTOR PRESBITERIANO

             
Rev. José Manuel da Conceição,
 primeiro pastor presbiteriano do Brasil

  Certamente você não encontrará em um guia de profissões  a palavra  pastor; da mesma forma, difícil será descobrir em um teste vocacional um candidato ao pastorado e, naturalmente, os cursinhos  de pré-vestibular não contemplam a preparação para o pastorado. Entretanto, os pastores estão por ai – em todos os cantos da terra – exercendo o seu ofício em diversas denominações protestantes. Como eles são formados? Qual o nível de preparação?  Reconheço que as respostas não são as mesmas diante da proliferação de denominações e seitas evangélicas - por isso, esse artigo tem como foco a FORMAÇÃO DO PASTOR PRESBITERIANO. Existe pastor e pastor! É preciso diferenciar uns dos outros. Infelizmente a sociedade nos nivela pela maioria. Quando digo que sou pastor, certamente a visão da maioria tem como foco os pastores universais dessa vida. Por isso esse artigo tem como objetivo apresentar os caminhos trilhados pelos pastores da Igreja Presbiteriana do Brasil.


   A Igreja Presbiteriana do Brasil segue rigorosos critérios de avaliações que se impõem desde o início da chamada ministerial até o dia da sua ordenação como Ministro Presbiteriano. As seguintes fases são obedecidas:


1º CHAMADO MINISTERIAL
              
              Quem se sentir chamado para o pastorado deverá se apresentar ao Conselho da sua Igreja local. Após EXAMINADO E AVALIADO – e sendo considerado potencialmente apto – é designado um campo de trabalho nos limites da Congregação local por um período de um ano. Após o término desse prazo o candidato se reapresenta ao Conselho da sua Igreja, e novamente é EXAMINADO E AVALIADO pelo trabalho que desempenhou durante um ano. Se a avaliação for positiva, satisfatório e suficiente ele é encaminhado para o Presbitério no qual a Igreja é jurisdicionada.


2º CANDIDATO AO SAGRADO MINISTÉRIO

 Em chegando no Presbitério o candidato ao ministério sagrado deverá apresentar os seguintes atestados:
  •           De ser membro da Igreja em plena comunhão;
  •          Do Conselho, declarando que, no trabalho da Igreja, já demonstrou vocação para o ministério sagrado;
  •           De sanidade física e mental, fornecido por profissional indicado pelo Presbitério.

            Depois disso, EXAMINADOS E AVALIADOS os documentos o Presbitério examinará o aspirante quanto aos motivos que o levaram a desejar o ministério pastoral. Para isso será criada uma Comissão especial que o EXAMINARÁ e o AVALIARÁ quanto a essa questão. Sendo satisfatórias as respostas, o aspirante passará a ser considerado candidato do presbitério, e será designado um Seminário Presbiteriano para os seus estudos, além de um tutor eclesiástico para o acompanhar na sua jornada intelectual.


3º  PREPARAÇÃO ACADÊMICA (SEMINÁRIO)

                       Escolhido o Seminário Teológico o candidato estudará durante 04 a 05 anos, sendo instruído em várias áreas do saber – naturalmente se aprofundando em teologia e Bíblia (Detalhe: antes disso, ele prestará vestibular, concorrendo a uma vaga em uma Instituição teológica da Igreja Presbiteriana do Brasil).
                A IPB não dispensa a preparação intelectual dos seus pastores. O ministro, cujo cargo e exercício são os primeiros na Igreja, deve conhecer a Bíblia e a teologia; ter cultura geral; ser apto para ensinar e são na fé.
                Nessa fase estudantil anualmente o seminarista envia relatório para o seu tutor dando conhecimento da sua dinâmica acadêmica e vida pessoal, por sua vez o tutor reenvia ao Presbitério na sua reunião anual ordinária. No período de recesso escolar o seminarista trabalha no campo do seu presbitério colocando na prática seus estudos teóricos. Após a conclusão dos seus estudos o candidato ao ministério sagrado recebe um diploma de bacharel em teologia, e segue para mais uma etapa rumo à ordenação.


4º LICENCIATURA
     
                        Concluído o curso teológico o candidato de apresenta mais uma vez ao seu Presbitério de origem que o EXAMINARÁ AVALIANDO-O quanto à sua experiência religiosa e motivos que o levaram a desejar o sagrado Ministério, bem como nas matérias do curso teológico. Deve, ainda, o candidato à licenciatura apresentar ao Presbitério:
  •     Uma exegese de um passo das Escrituras Sagradas, no texto original (hebraico ou grego), em que deverá revelar capacidade para a crítica, método de exposição, lógica nas conclusões e clareza no salientar a força de expressão da passagem bíblica;
  •       Uma tese de doutrina evangélica da Confissão de Fé de Westminster;
  •     Um sermão proferido em público, perante o Presbitério, no qual o candidato deverá revelar sã doutrina, boa forma literária, retórica, didática e, sobretudo, espiritualidade e piedade.

Julgadas suficientes essas provas, procederá o Presbitério à licenciatura de conformidade com a liturgia da Igreja Presbiteriana do Brasil. O Presbitério, após a licenciatura, determinará o lugar e o prazo em que o licenciado fará experiência de seus dons, designado-lhe também um tutor eclesiástico sob cuja direção trabalhará.


5º ORDENAÇÃO

                Quando o Presbitério julgar que o licenciado, durante o período de experiência, deu provas suficientes de haver sido chamado para o ofício sagrado e de que seu trabalho foi bem aceito, tomará as providências para sua ordenação. As provas para ordenação consistem de:

  • Exame da experiência religiosa do ordenado, mormente depois de licenciado, das doutrinas e práticas mais correntes no momento, história eclesiástica, movimento missionário, sacramentos e problemas da Igreja;
  •  Sermão em público perante o Presbitério.


Após ser EXAMINADO E AVALIADO – sendo aprovado – passará o presbitério a ordená-lo de conformidade com a liturgia da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Observação: Se o Presbitério julgar que o licenciado não está habilitado para a ordenação, adiá-la-á por tem que não exceda de um ano, podendo esse prazo ser renovado. Se, depois de três anos, o candidato não puder habilitar-se para ordenação por insuficiência intelectual ou espiritual ser-lhe-á cassada a licenciatura e, consequentemente, a sua candidatura considerando inapto para a função pastoral.


CONCLUSÃO

                Esse é o longo caminho trilhado por um pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. No período que se estabelece entre cinco a oito anos passamos por vários exames e avaliações- alguns ficam no caminho, e não chegam ao destino desejado. Mas os EXAMES E AVALIAÇÕES não circulam apenas na nossa formação, pelo contrário. Eles nos acompanham durante toda nossa trajetória na Igreja – antes de pastorear qualquer Igreja o Ministro é EXAMINADO E AVALIADO pelo Conselho local, assembleia da Igreja e Presbitério.  Necessariamente tem que apresentar relatórios frequentes ao Conselho local e anualmente ao Presbitério. Esses relatórios são EXAMINADOS E AVALIADOS constantemente, e isso durante todos os anos ministeriais.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

SOBRE A TELEX FREE E A LIBERDADE DO CRENTE

É sabido que nem sempre o “legal” é sinônimo de moralmente correto – parece que, diante de interesses pessoais, muitos fazem questão de se esquecer desse detalhe. Há bons exemplos que confirmam essa verdade: as loterias patrocinadas pelo governo são legais, mas sabemos que são moralmente desqualificadas por Deus – a jogatina, o jogo de azar, é pecado! Atualmente tramita uma lei no Congresso facultado e regulando a profissão de prostituta. Caso essa lei seja sancionada no nosso país ferirá frontalmente os princípios morais revelados pelas Escrituras Sagradas – a prostituição continuará sendo pecado! O que dizer da legalização das drogas? A maconha é ponto de discussão – inclusive muita gente da política e do meio artístico luta para a sua liberação no Brasil! Entretanto, sabemos muito bem que o vício se apresenta na condição de  pecado!

Muito bem! Atualmente tenho recebido bastante consulta sobre a telex free. Pastor, é pecado? Pastor, o crente pode participar? O que o senhor acha sobre isso? O argumento que muitos usam é o da legalidade. Ora, não há proibição!!! É legal!! - justificam. Mas, será que essa prática não se iguala aos exemplos dados acima? Pode ser legal, mas é moralmente correto? Digo mais: Será que a nossa ambição fecham os nossos olhos para a realidade postulada pela Palavra de Deus? Será que essa nova “capa de Acã” desperta o que há de pior no ser humano, a ganância? – não afirmo, apenas quero proporcionar uma reflexão!

Confesso que não sei muito sobre o assunto (e nem tenho tempo para conhecer os meandros desse investimento financeiro), mas gostaria de pontuar algumas observações:

1º PELO QUE OBSERVO MUITOS QUE ESTÃO NA TELEX FREE NÃO PRECISAM DESSES RECURSOS PARA A SUSTENTABILIDADE DO BÁSICO NA SUA VIDA.

 Nesse caso é uma afronta Àquele que é o sustentador e preservador da nossa história nesse mundo. Noto pessoas que já possuem seus empregos com renda fixa. Observo, ainda, que alguns já têm muito nessa terra – fruto do trabalho e competência (bênção de Deus). Porém, mesmo assim, querem mais e mais – SERIA GANÂNCIA?!

Veja o que diz a Bíblia:

Provérbios 30. 7- 9: “Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra:
Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume;
Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão”.
 

 I Timóteo 6. 6-9: De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro,
pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar;
por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.
Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição,

Mateus 6. 11:  O pão nosso de cada dia nos dá hoje”; 

Mateus 6. 19-21: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 

Mateus 6:25-32Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
(Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
 
Chego a seguinte conclusão, abordando esse primeiro ponto:
A busca pelo lucro sem o suor do rosto é, no mínimo, ilusão; pois custa caro! A ganância e a ambição tem sido a tentação de muitos crentes! A petição que diz "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje" tem sido substituída pela astúcia dos que não se submetem ao suficiente cuidado dado diariamente por Deus. O povo de Deus cada dia mais parecido com os ímpios desse mundo.



2º NOTO UMA MUDANÇA RADICAL DE FOCO E INTERESSE: A MOTIVAÇÃO E A PRIORIDADE SE CONCENTRAM NO NEGÓCIO

Já passava das 23 horas. Depois de um longo e cansativo dia, ouve-se um grito de desespero no carro: “Esqueci-me de postar meus anúncios!!!!” O motorista teve que se submeter aos reclames do jovem, e procurar apressadamente uma lan house. Outro caso, uma jovem me procurou frustrada após uma acalorada discussão com a sua irmã. Ambas dividem o mesmo computador em casa. Uma, adepta ao telex free, usurpou completamente o uso do computador, deixando a outra irmã praticamente sem acesso à máquina – a prioridade eram os famigerados anúncios.

Esses exemplos, e tantos outros, notificam que realmente os crentes que são clientes dessa transação financeira vivem na escravidão da sua própria cobiça. E para tal mudam completamente a sua prioridade. Quer uma comprovação dessa verdade? Visite uma página de um usuário do Telex free no Face Book - o que você verá?  Além disso, a maioria dessas pessoas (não todas!!!) só se aproximam das pessoas com a intenção de ganhar alguma vantagem – convidá-las para a sua rede de contato e/ou divulgar o seu menu de anúncios e anúncios.

A Bíblia diz o seguinte:

1 Timóteo 6. 10-11: Pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos. Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. 

Mateus 6. 33-34: Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Reflita comigo o seguinte: Já pensou se essas pessoas tivessem o mesmo entusiasmo para pregar e compartilhar o Evangelho que têm para com a telex free? Já imaginou se essas pessoas investissem financeiramente no Reino e em Missões com a mesma motivação que fazem para com a telex free? Infelizmente, não notamos isso!



3º DINHEIRO FÁCIL – ALÉM DE ILUSÃO – NUNCA OBTEVE A APROVAÇÃO E NEM A BÊNÇÃO DE DEUS

O trabalho é um mandamento divino instituído antes da queda de Adão em pecado. Muitos países prosperaram pela ética protestante do trabalho sob o lema de glorificar a Deus em todas as atividades da vida - fazendo dos seus labores profissionais um instrumento de culto a Deus.

Agora, você sabe, o chamariz da Telex Free é auferir lucro fácil, garantido e sem sair de casa - Eis a isca para pegar milhares e milhares de pessoas pela sedução do não esforço, da moleza, do “cair do Céu” (“Perdão, Senhor, pela ofensa” ).  Isso seria compatível com a visão bíblica do trabalho? Creio que não.

O que a Bíblia diz:

Provérbios 10:4: O que trabalha com mão displicente empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.

Lucas 10:7 : Digno é o obreiro de seu salário.

Provérbios 10:22 :
A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores. 

1 Coríntios 10:31 : Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.



CONCLUSÃO

            Realmente não creio que a força dos meus argumentos seja suficiente para demover os súditos do Telex Free do seu intento obstinado por bens materiais. Espero, porém, que a força do Espírito de Deus imprima os vários versículos apresentados na mente e no coração desses.  Mas, se nada acontecer, é um sinal auto evidente da cauterização das consciências daqueles “cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”. (Filipenses 3:19-20).


Rev. Naziaseno Cordeiro Torres, VDM

segunda-feira, 20 de maio de 2013

SUGESTÃO DE LIVRO: O QUE ELE DEVE SER... SE QUISER CASAR COM MINHA FILHA

Certamente o maior desafio de um pai é entregar sua filha ao genro pelo casamento.  Nessa tarefa, conhecer - e se deixar conhecer- pelo futuro genro permite uma maior probabilidade de sucesso. Qual o genro que todo sogro gostaria de ter? Você está interessado em saber? Então, leia esse excelente e oportuno livro.


Título: O que ele deve ser… se quiser casar com minha filha

Autor: Voddie Baucham
Tradução: Ana Paula Eusébio
Revisão: Rogério Portella
Capa: Márcio Santana Sobrinho
Formato: 14 x 21cm
Nº de páginas: 280p.
Miolo em papel reciclato 75g
Capa dura revestida couche
Editora Monergismo
Ano: 2012



Leia o prefácio 
Pedidos no link abaixo:

sexta-feira, 3 de maio de 2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Carta ao Filho Enviada Por Um Sacerdote Fiel

Esta carta foi por mim escrita e dirigida ao meu filho Samuel, que anos atrás se envolveu emocionalmente com uma jovem descrente. Na época minha esposa e eu ficamos muito preocupados e iniciamos uma batalha pela salvação de sua alma. Graças ao Senhor ele considerou a Palavra de Deus, e, por Sua misericórdia, libertou o meu amado filho de cair na “linsonja da mulher estranha”. Hoje ele está casado com Helen, uma serva de Deus, com quem tem uma mimosa filhinha da aliança, Sara.

O propósito de publicar esta carta é advertir aos jovens que estão no mesmo envolvimento emocional, sendo seduzidos por Belial até que a “flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto poderá lhe custar a vida”. Meu desejo também é de encorajá-los a ouvirem a voz da Sabedoria ― o Senhor Jesus.  
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Meu querido filho Samuel, meu primogênito, consagrado ao Senhor. Sua mãe e eu o amamos muito e nutrimos grande esperança de vê-lo feliz e abençoado, principalmente sendo útil na causa do Mestre. Temos orado incessantemente por você, principalmente agora que você está passando por essa provação. Como seu pai e também como seu pastor, quero, com muito amor, mas também firmeza, lhe trazer, em nome do Senhor, uma exortação bíblica, que espero possa lhe ajudar a tomar a decisão certa neste caso.

Meu filho, Deus propôs, desde a eternidade, escolher um povo para si, resgatá-lo e separá-lo dos demais povos, para que fosse exclusivamente seu. Estabeleceu com ele uma aliança para se relacionar e lhe pôs um selo específico (uma marca) para distingui-lo e proibiu terminantemente o relacionamento mais íntimo de qualquer dos seus filhos com os demais pecadores. Desejo lhe mostrar na Escritura, desde o Éden, este propósito da parte do Senhor. Deus prometeu um salvador a Adão e a Eva, bem como a toda sua descendência (Gn. 3:15). Caim matou Abel, e não foi contado como pertencente à Aliança. Por isso a descendência chamada santa, ou dos filhos de Deus, começou no capitulo 5 com Sete: “Viveu Adão cento e trinta anos e gerou um filho à sua semelhança e conforme a sua imagem e chamou-lhe Sete” (Gn. 5:3). Caim não foi considerado e Abel já estava com Senhor.

No capitulo 6, encontramos a primeira ameaça, que trouxe desgraça e destruição: “Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes nasceram filhas, vendo os filhos de Deus, que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si, mulheres...” (Gn. 6:1-2). Essa contaminação provocou a ira de Deus que chegou a se arrepender de ter feito o homem e destruiu a maioria deles no dilúvio. O casamento misto, reduziu o número dos participantes da aliança a 8 pessoas! De Noé, Deus escolheu Sem e assim retomou a linhagem santa até o Abraão, quando, de um modo mais claro, revelou sua vontade de manter um povo distinto na terra, para o louvor de sua glória, chamando Abraão e estabelecendo uma aliança com ele. Quando Isaque, seu filho, alcançou a idade adulta, Abraão mandou seu servo buscar, junto aos seus parentes, linhagem de Sem, mulher para ser esposa do seu filho. Abraão foi tão enfático em insistir que só poderia ser uma jovem de sua parentela que fez o servo jurar solenemente colocando a mão debaixo de sua coxa (Gn. 24:1-9). Por quê? Porque Abraão conhecia os propósitos do Senhor e os terríveis prejuízos que viriam caso a linhagem santa fosse contaminada.

O mesmo sucedeu quando Jacó e Esaú estavam na idade de se casarem. Rebeca e certamente seu pai Isaque, estavam tristes e preocupados com a possibilidade de seus filhos contaminarem a aliança com o casamento misto, veja: (Gn. 27:46 e 28:1-9). Jacó obedeceu, mas Esaú não, e foi deixado de fora. Outra ameaça surge no cap.34, do mesmo livro, com o estupro de Diná. Foi proposta uma ”conversão” forjada, que seria de grave conseqüência para o povo todo, e Deus usou o ódio dos irmãos de Diná, para destruir aqueles homens de Siquém “circuncidados”.

 Muitos anos se passaram até que Satanás voltasse a ameaçar a pureza da Aliança e o povo de Deus com o pecado do relacionamento misto. Agora o povo de Deus estava atravessando o deserto. Balaque, rei dos moabitas, temendo a Israel, contratou Balaão para maldiçoar o povo, mas Balaão embora no íntimo quisesse, não conseguiu. Foi então que, inspirado por Satanás, ensinou a Balaque uma fórmula maligna e infalível: o relacionamento misto (Nm 31:15-16). Isso resultou num grande juízo da parte de Deus contra o povo e morreram 24.000 pessoas vitimadas por uma terrível praga, que só cessou quando Finéias transpassou com sua lança um israelita que chorava agarrado à sua namorada estrangeira (Nm 24 — leia todo). Temos mais tarde o caso de Sansão. Deus se utilizou das loucuras de Sansão para livrar Israel, mas isto não o isenta da culpa de ter se casado e depois se relacionado com mulheres que não eram da aliança.

Quando quis se casar com uma filistéia, seus pais o recriminaram, (Juízes 14:1-3) porque sabiam que esta desobediência cheirava ruína e morte. Agora a Escritura expõem a triste experiência de Salomão, um jovem rei, que contou com o apoio de seu pai que o aconselhou (I Reis 2 :1-4) e o instruiu (Prov. 4). Tinha a melhor das intenções, pediu sabedoria e recebeu, mas arruinou-se por causa do pecado do casamento misto. O capitulo 11 de I Reis diz: “Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônita e hetéias, mulheres das nações de que havia o Senhor dito a Israel: não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor”.

Após o exílio, depois de grande sofrimento, em fim o povo retorna para sua terra, por mercê de Deus. Mas Esdras descobre que algo estava errado e a ameaça estava de novo rondando o povo, era o pecado do casamento misto. Sob a liderança de Esdras o sacerdote, o povo foi exortado fortemente e uma grande consternação e arrependimento tomou conta dos que haviam voltado a Sião por terem se envolvido em casamento misto. No capitulo 10 de Esdras, vemos a descrição desse fato e do drama que se instalou na difícil tarefa de ter que despedir as mulheres estrangeiras e seus filhos.

Neemias, servo do Senhor, na mesma ocasião, como governador, usando de sua autoridade, tratou com severidade os envolvidos. “Contendi com eles e os amaldiçoei e espanquei alguns deles e lhes arranquei os cabelos...” e os admoestou relembrando-lhes o que acontecera com Salomão, cujas mulheres estrangeiras o fizeram cair em pecado. (Ne. 13:21-27) No Novo Testamento, nada mudou a este respeito, a aliança é a mesma e os seus termos também. Em Cristo fomos chamados para debaixo da aliança, para dentro da comunidade de Israel (Ef 2:12-13). Somos agora o povo santo de Deus (I Pe. 2:9-10), seus filhos e, o mesmo que Ele requereu deles no Velho Testamento, requer agora de nós: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulo...que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união do crente com o incrédulo?” (II Co. 6:14-18). Casamento, somente “no Senhor” (I Co. 7:39). Por isso, meu filho, não podemos sequer admitir um envolvimento, ainda que seja apenas sentimental, de um filho da aliança, com uma moça ímpia, filha de Belial. Lembre-se que para o Senhor Jesus, não é pecado somente aquilo que é externo, mas o que já existe no coração (Mt. 5: 27-28).

Meu filho, por quem tenho derramado lágrimas, intercedendo e suplicando todos os dias diante do trono da graça. Sei que esse sentimento é involuntário, e você não é responsável por ele, mas o ter facilitado para que ele surgisse, e visse a nutri-lo e protegido. Isso é pecado e entristecesse a Deus. É preciso ser mais duro contra o pecado, não acaricie aquilo que corre como câncer no seu coração e que no fim lhe leva à morte. Rogue a Deus e implore para que Ele extirpe do seu coração este sentimento.
Tome providências severas contra ele. Corte todos os meios para que ele seja nutrido. Faça exatamente o que diz o texto: “retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor” (II Co. 6:17,18). Eu sei que dói, mas o Senhor sofreu muito mais por você. Sei que você tem tentado resistir, mas... “Ora na vossa luta contra o pecado ainda não resististe até o sangue” (Hb 12:4). Estamos orando por você, sua mãe e eu, “na expectativa que Deus lhe conceda, não só o arrependimento... mas também o retorno à sensatez, livrando-o dos laços do diabo...” (II Tim. 2:26).

Deus o abençoe!

A IMPORTÂNCIA DA LIDERANÇA ESPIRITUAL – Parte 2


No post  anterior apresentamos dois aspectos importantes na liderança espiritual masculina: 1) Importas aos homens liderarem suas famílias porque Deus os fez líderes; e 2) O efeito multiplicar. Abordaremos, agora, mais dois aspectos essenciais. Eis:

Terceiro, a ausência de liderança por parte do marido é a preocupação principal de muitas mulheres cristãs.

Se você fizesse um levantamento das preocupações das mulheres em cada Igreja evangélica de sua cidade, não tenho dúvida do que estaria no topo da lista ou próximo ao topo.  Frequentemente, ao aconselhar casais, os pastores escutam: “Gostaria que meu marido se tornasse o líder espiritual de nosso lar”.

A esposa quer ser liderada por seu marido porque Deus a designou para ser liderada. EMBORA EM NADA A MULHER SEJA INFERIOR AO MARIDO. Deus estabeleceu papéis distintos para ambos. Em Gênesis 2. 18, Deus relata a origem do matrimônio: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”. Deus fez Eva sob medida para ser auxiliadora de Adão.

É possível pendurar quadros na parede usando uma chave inglesa, mas um martelo faz o trabalho muito melhor. Sabemos que ferramentas funcionam melhor quando desempenham a função para a qual foram criadas. Infelizmente, muitas mulheres são obrigadas a tomarem a liderança nas coisas espirituais porque o “Sr. Martelo” está inerte na frente da TV! Por conseguinte, tanto maridos como esposas serão bem-sucedidos quando exercerem os papéis que receberam de Deus.


Finalmente, o fato de que o matrimônio representa a imagem de Cristo e da Igreja mostram a importância de homens que lideram sua família.

Deus diz que os casais , em seu proceder, representam o traço característico de como Jesus Cristo se relaciona com a sua Igreja. “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor, porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo Salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef. 5. 22-25).

Você transmite a verdade de Cristo, se lidera sua esposa como amor, sacrifício e abnegação. Porém, se você é um egoísta incapacitado ou um ríspido ditador, está mentindo sobre Jesus diante do mundo que lhe observa. O pastor e escritor Douglas Wilson diz, apropriadamente, “Cada casamento, em cada lugar do mundo, é uma ilustração de Cristo e a Igreja. Por causa do pecado e da rebeldia, muitas ilustrações são infamantes mentiras concernentes a Cristo. UM MARIDO JAMAIS DEIXA DE FALAR DE CRISTO E A IGREJA. Se ele é obediente a Deus, está pregando a verdade; se ele não ama sua esposa, está proferindo apostasias e mentiras – mas, de qualquer forma, ele está sempre falando”.

Quão importante é a sua liderança espiritual? Ainda que não tenha de unir-se à Trindade ou tornar-se um apóstolo, Deus designou você como Cristão para esta tarefa desafiadora. A boa notícia é que Deus suprirá graciosamente a força e habilidade que você precisa para realizara tarefa. Deus não promete o carro do ano ou uma casa maior pela qual você possa estar orando, mas esteja certo de que Deus responderá suas preces por auxílio para ser o homem que ele espera que você seja.

Texto extraído desse livro com
autorização da Ed. Fiel
Ao considerar a seriedade de seu papel como homem, olhe para o Senhor Jesus. Ele é o perfeito modelo de liderança espiritual. Não há melhor exemplo de amor, serviço, responsabilidade, santidade e mansidão. Jesus mostra aos homens como serem fortes e ternos ao mesmo tempo. Sua morte na cruz e ressurreição são também as razões indispensáveis para olharmos para Ele. Todos nós temos falhado, de muitas maneiras, em viver nosso ilustre chamados como líderes espirituais, mas Jesus é a fonte do perdão e da consciência límpida. Ao começar a entender e praticar os fundamentos da liderança espiritual, mantenha sempre os olhos fitos em Jesus, O LÍDER PERFEITO. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

De Volta ao Lar

Veja a diferença que um pai/esposo faz, e, ao mesmo tempo, a dor da ausência. Esse vídeo apresenta imagens reais do retorno dos soldados americanos que combateram no Iraque aos seus respectivos lares. Talvez você esposo/pai, provavelmente, não está longe geograficamente; mas completamente distante fisica e emocionalmente da sua família. Saiba, então, da falta que você faz!!!

A Importância da Liderança Espiritual



Há uma necessidade evidente em nossos dias por homens que assumam a liderança espiritual de suas famílias. Ao invés de abraçarem o papel e as responsabilidades que Deus lhe confiou, muitos homens que alegam se seguidores de Cristo ou são ditadores ou são “moles”. Certamente, muitas expectativas e ideias erradas nublaram a verdade nesta área da vida em família.
Observemos quatro fatores que demonstram quão importante é este assunto. Veremos nesse post os dois primeiros:

Primeiro, importa aos homens liderarem suas família porque Deus os fez líderes.
Em 1 Coríntios 11. 3, lemos: “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo”. Esta verdade ecoa em Efésios 5. 22-23, que diz: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo o Salvador do corpo”.
Você notou que nenhum destes versos ordena que o esposo se torne o cabeça ou líder de sua casa? Deus diz que o esposo é o líder. A única pergunta é se ele é um bom líder ou não! Após uma cerimônia de comissão, um novo oficial no exército é líder por patente, mas a liderança tem de ser estabelecida na prática. Acontece o mesmo no casamento! Você alcança o posto após os votos matrimoniais, mas precisa colocar a liderança em prática. Você precisa assumir as responsabilidades do papel estabelecido por Deus para você!

Segundo, considere o efeito multiplicar.
Se o pai andar com Deus e ensinar sua esposa e filhos a amarem a Deus e a obedecerem à Palavra, esse homem terá uma família forte. Uma família forte, por sua vez, tem o potencial para influenciar poderosamente tanto a Igreja quanto a sociedade.
Você quer influenciar sua Igreja e sua cidade para o Senhor Jesus Cristo? Tal influência começa com homens mentalmente fortes e espirituais, cuja liderança se reproduz numa família forte. Famílias fortes formam as bases de uma boa igreja.
Texto extraído desse livro sob autorização
 da Editora Fiel
Contudo, o efeito multiplicar também pode se mover em outra direção. Um pai ditador ou um pai “mole” é, de maneira geral, um peso morto que atravanca o progresso espiritual de um lar. Famílias fracas, por sua vez, atrofiam os músculos da igreja. Igrejas aleijadas acabam desgastando a cultura, ao invés de promoverem seu bem. Sua falha como líder literalmente contribui para o prejuízo espiritual de sua cidade. SUA LIDERANÇA ESPIRITUAL É IMPORTANTE POR CAUSA DA INFLUÊNCIA QUE CAUSA NOS OUTROS, PARA O BEM OU PARA O MAL.

Por enquanto, ficaremos nesses dois aspectos importantes em relação a liderança masculina no lar. Brevemente colocaremos mais dois pontos sobre esse assunto nesse blog. Leia, medite e pratique uma liderança bíblica e equilibrada coerente com o desejo de Deus. Abraço e até lá!!